EDUCAÇÃO E CULTURA

Estamos mesmo lendo muito?

Por Lisandro Diego Giráldez Álvarez em 23/10/2012 na edição 717

A edição 310 da revista Superinteressante (outubro de 2012) nos surpreende em seu editorial, assinado pelo editor Alexandre Versignassi, com uma manchete mais que otimista: “Nunca lemos tanto”. O editorial começa com uma série de frases prontas: “O senso comum é traiçoeiro. Quantas vezes você já ouviu que ‘as pessoas estão lendo cada vez menos’?…” “Hoje, ‘ninguém mais lê por causa do Facebook, do iPhone, do Twitter, do Xbox, do Netfix…’ E da TV também. Mas não. A verdade é que nunca lemos tanto”. Uma visão verdadeiramente otimista. E continua: “Só em 2011, as editoras venderam 469,5 milhões de livros, dá 7% a mais que em 2010, contra um crescimento de 2,7% do PIB.

Mas o otimismo do editor esconde um “pequeno” erro de interpretação. O autor assume uma relação diretamente proporcional entre o aumento das vendas das editoras e o aumento no número de leitores (ou aumento do número de livros lidos por cada pessoa? Não fica claro). Erra-se quando consideramos que o verbo vender e ler são sinônimos. (continua) Fonte: Observatório da Imprensa

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